ATENÇÃO: ESTA POSTAGEM FOI BASEADA EM DADOS HISTÓRICOS
Ela olhava com uma feição assustadora, via ao seu redor uma
cidade bagunçada e um país sem pátria, presenciando a chegada dos soldados,
sentia por dentro o choque da liberdade com o da repressão, suas pernas não
mexiam, mas seus olhos derramavam aquelas lágrimas que escorriam
angustiosamente e no peito um aperto, que consumia sua vida, era a bala daquele
jovem soldado que agia sem razão tudo por manipulação, acertando seu coração e
matando-a instantaneamente. A jovem Maria estava morta, nas ruas de São Paulo
só por falar o que pensava.
Situações como essas eram normais em 1964, quando o nosso
país passou pela fase mais obscura e assustadora de todos os tempos. A Ditadura
Militar Brasileira marcou a memória de quem sobreviveu a esse período e manchou
de sangue as ruas de muitas cidades.
Para aqueles que não sabem Ditadura Militar é uma forma de
governo, na qual quem prevalece no poder são militares que muitas vezes usam de
violência para estar no domínio e conseguir o que realmente querem. No Brasil a
ditadura aconteceu devido ao medo de a população, ser influenciada pelas ideias
comunistas. Foram nesses impasses de agressões e dominações que viveram os
nossos brasileiros durante 21 anos. A censura, a tortura e a manipulação foram
marcas registradas da Ditadura Militar. Crianças eram punidas por emprestar uma
misera borracha, jornalistas eram proibidos de falar a verdade e os cidadãos
eram manipulados pela Rede Globo de televisão.
Os receios e as angustias que habitavam os corações daquelas
pessoas eram muitas, havia o medo da palavra ilícita e do gesto errado, da
tortura árdua e da manipulação severa, dos soldados sem razão e do ditador sem
coração, do país sem pátria e de uma família sem pai nem mãe, isso tudo porque
a ditadura matava todos e punia tudo que fosse de ideia contraria.
Todos os manifestos culturais eram avaliados, os livros, os
programas de televisão e rádio, as músicas, tudo era visto e revisto para que
pudessem ser publicados, nenhum fio de comunismo e liberdade poderia fugir dos
olhos militares, caso o contrario a população correria o risco de lutar pela
verdade. Jovens músicos como Chico Buarque, Geraldo Vandré e Caetano Veloso
tentaram a todo custo mostrar a veracidade para todos e foram punidos por tal
ato, sofrendo com o exilio físico e ideológico, mas isso não apagou a chama da
liberdade.
As torturas eram muitas, para cada caso uma intensidade
diferente, se não chegassem ao ponto que desejavam, os torturados eram
assassinados e enfim poderiam descansar em paz. O “pau-de-arara”, os choques
elétricos, o “afogamento” e a “cadeira do dragão” eram alguns dos atos
praticados pelos militares, muitas vezes para colher informações, outras para
punir as pessoas, pesquisas relatam que mais de uma centena de modos diferentes
foram usados. Não eram respeitadas nem mulheres, gestantes e crianças, se fosse
preciso todas eram torturadas sem dó nem piedade.
A população era manipulada pela Rede Globo, que segundo
relatos só cresceu pela ajuda do governo. Em 1972 nasceu o Jornal Nacional com
o intuito de manipular a sociedade brasileira, segundo dados históricos seus
jornalista de esquerda eram torturados e assassinados e isso não lhe causava a
mínima comoção, desta forma, concluímos que a Rede Globo foi um meio de
manipulação que cresceu à custa dos militares.
Com toda certeza o Brasil se envergonha desse período, todas
as atrocidades que aconteceram marcam até mesmo quem não estava nascido.
Todo esse percurso de palavras foi feito para levantar
algumas questões. Será que nós jovens seriamos capazes de entrar em uma luta
armada onde nossas armas são nossos pensamentos? Será que teríamos a força para
enfrentar toda a dificuldade de verbalização que os jovens de 1964 sofreram?
Antigamente nossos adolescentes morriam por lutar pelos seus ideais, hoje eles morrem
por confusões envolvendo drogas e torcidas organizadas e acabam perdendo sua
juventude se alienando em um mundo sem ideologias e conceitos.
É com as palavras de Geraldo Vandré que termino minha
postagem. Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não
espera acontecer, aguardo que nossos jovens não esperem acontecer e que possam
criar e seguir novas ideologias e conceitos que enriqueçam sua vida e sua
educação.
É grátis!

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